A realidade constante da "inovadora" tecnologia implantada no Brasil
Já faz um tempinho em que assistimos, lemos e ouvimos nos meios de comunicação a divulgação em massa da então revolucionária TV Digital. Imagem e som de cinema e uma interação nunca antes vista foram os argumentos ‘políticos’ para promover a nova (aqui) tecnologia. Porém, o entusiasmo inicial parece que não se firmou na atualidade.
A realidade é que em pleno ano 2011, são poucas as pessoas que detém da possibilidade de assistir a TV aberta em sinal digital. Só na grande São Paulo, estado pioneiro na implantação, muitas ainda são as críticas sobre a qualidade do serviço, que trava, falha, treme, distorce, sem contar a falta de cuidado das emissoras na transmissão em caráter HDTV. Além disso, os conversores, que segundo o então Ministro das Comunicações da época Hélio Costa, seriam vendidos a preço de banana ainda estão inacessíveis para àqueles cidadãos que hoje ainda possuem aparelhos de TV antigos, as chamadas TV’s de tubo.
Considerar a muito contragosto que ainda somos por muitos tratados como “país de terceiro mundo” até podemos. Porém, em hipótese alguma, podemos ser submissos a gastar absurdos para se enquadrar a padrões de tecnologias por capricho do nosso governo. Enquanto as promessas de interagir com os apresentadores, consultar programação como na TV a cabo, gravar seus programas ou até mesmo pausá-los ainda perduram, grande massa da população ainda precisa, poucas vezes, do bom e velho Bombril na ponta da antena. Essa novela não chegou nem na metade.
Por João Amaro - Fonte: O Canal TV
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